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beleza

Platão comparava o belo ao bem, à verdade, à perfeição. A beleza era dotada de conceito de bondade. Supera, portanto, a matéria.

Aristóteles dizia que o belo é inerente ao homem, como resultado da criação e ação humana, portanto, sai do que é abstrato e vira realidade, se materializa.

Na Idade Média, o belo se liga à personificação de Deus.

Com as Revoluções (Industrial, Francesa) e independência estadunidense, as ideias de Kant se espalham e o conceito de beleza se liga à estética, que advém do sentimento humano que estabiliza a razão e o intelecto.

Ou seja, o observador cria, após elaborar teorias explicativas, sinapses que chama de intuição, despertando os sentidos humanos, fazendo, assim, que se chegue à uma compreensão do objeto/situação observada e se tenha uma emissão de juízo estético, tendo como resultado o prazer ou o desprazer.

Por isso, são sentimentos pertencentes ao sujeito: se lhe desperta prazer, é belo, é bonito – e gera estima, afeto, mesmo que sutil. Há, desta forma, uma fruição do resultado do juízo (prazer ou não prazer) quando se trata do belo, para realização das capacidades humanas, em sua máxima performance.

Muitos outros pensadores vieram depois de Immanuel Kant, mas sua obra continuou estudada, replicada e ainda hoje difundida.

Com o fenômeno da comunicação globalizada, o conceito de belo tomou tantas frentes, que não há como fugir da explicação kantiana: hoje, a beleza é um conceito subjetivo, aliado ao prazer resultante.

Embora seja individualizadamente definida, a beleza acaba tendo um padrão médio, veiculado sem medida nas redes sociais, nas telas de televisão e cinema, na indústria da moda e, mais recentemente, da estética.

Tem-se o corpo forte, viril e musculoso como padrão masculino, e esguio e levemente musculado para as mulheres. E muitas pessoas pagam o alto preço da falta de saúde ou da (in)felicidade, para chegar no belo que elas aprenderam com o mundo a estabelecer como seu conceito.

E infelizmente, esse é o caminho sociocultural noque se refere à beleza humana pregado desde cedo.

Quando uma pessoa, porém, começa a pensar fora da caixa (ou seja, sem se submeter ao pensamento padrão do homem médio) e desenvolve seu próprio sentimento com relação à beleza, passa a entender que um corpo saudável, vigoroso e feliz, que lhe proporciona prazer justamente por funcionar plenamente, este sim é um corpo belo.

Dentro das filosofias de base sensorial e desrepressora, a beleza é vista como forma de alcançar o máximo potencial em tudo o que você faz: se estiver realizando uma técnica orgânica, o praticante curtirá cada passo da execução da técnica, vivenciando desde o ato respiratório, o conforto no que faz, a tonificação muscular, o ganho de flexibilidade, fazendo com que a estética seja parte desse processo, pois preservar a beleza da execução (conforme o seu entendimento de belo). Ao dar atenção a cada movimento físico, bem como ao sentimento revelado por esse movimento, o praticante tem a perfeita execução técnica, despertando o prazer físico, emocional e mental.

Mesma coisa se revela no seu dia-a-dia. Ao transferir essa vivência da técnica para suas atividades cotidiana, você começa a realizar todo e qualquer ato com mais fluidez, organização e (que maravilha) foco.

Por exemplo: ao comer, você não para ao lado da pia e come qualquer coisa, em pé mesmo; pelo contrário, arruma cuidadosamente sua mesa e se alimenta melhor.

Ao praticar seu esporte, você dá atenção às estratégias (seja do jogo competitivo ou da execução do que faz) que o levarão a uma performance que lhe renda sucesso, desenvolvimento físico, gestão de emoções e maior alegria, apenas por materializar o que, no seu esporte, você acha belo.

Ao se olhar no espelho, não o fará com tom de crítica ferrenha e negativa, mas olhará com amor e sinceridade, para aprimorar o que acha que pode ser aprimorado e apreciar afetivamente o que lhe agrada.

A beleza, assim, não está só no resultado, mas em todo o processo de vida de quem escolhe este lifestyle. E, por consequência, a vida se torna mais leve, mais feliz, mais saudável, tornando suas relações (consigo mesmo e com os outros) mais amorosa, mais alegre e mais longa.

Que tal começar a viver a beleza da vida agora mesmo? Eu posso falar mais sobre isso com você!

(este texto também pode despertar mais bons pensamentos em você) Pois, como diria Coco Chanel, “beauty begins the moment you decide to be yourself.”

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