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Você sabia que pessoas que falam o finlandês como língua materna guardam 25% mais dinheiro para a velhice e tem cerca de 15% menos chances de se tornarem obesas [referência 1] daqueles que falam inglês? Por que alemães têm uma forte austeridade fiscal, enquanto os gregos gastam como se não houvesse amanhã [referência 4]? Como podem os russos distinguirem melhor diferentes tons de cores do que outros, mesmo com habilidades visuais idênticas [referência 4]? De que forma falar uma língua pode ser mais saudável do que outras? Continue lendo para entender o relacionamento disso com o

DeROSEMethod – coisa de Homem

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Em português, se você quer respeitar a gramática dizendo que foi a um seminário, basta dizer: “Fui a um seminário”. Em russo, a história muda de figura. Para você dizer corretamente a mesma frase, você diria: “Eu (um homem) fui (a pé) (e voltei) de um seminário”. Desta frase, tudo que está entre parênteses é implícito, porém expresso com palavras diferentes, a depender do gênero e ocasião.
Essa diferença entre as línguas molda pensamentos diferentes. E só podemos esperar, como consequência, ações distintas. Neste post da série, abordaremos a relação das línguas com os tempos verbais.
Segundo a teoria do pesquisador-economista Keith Chen, línguas fracamente referenciadas pelo tempo (weak-FTR) não expressam diferenças grandes ao escrever uma sentença no futuro e no agora. O detalhamento desse estudo se encontraneste link[referência 2]. O interessante é a relação deste fato com atos cotidianos como, por exemplo, guardar dinheiro, exercitar-se e não fumar.
O detalhe fundamental da diferença é a forma como verbalizamos sentenças no futuro. Enquanto algumas línguas exigem a diferenciação formal entre passado e futuro, como por exemplo, o inglês, outras não (chinês). Por exemplo:

Em inglês é impossível não mencionar uma palavra com tempo verbal no futuro, mas em chinês é factível. Essa diferença faz com que as línguas fracamente referenciadas pelo tempo propiciem um resultado 30% melhor frente ao binômio “sacrifico agora, mas ganho no futuro”. O fato é que, dentro do universo pesquisado, os weak-FTR guardaram 170.000 euros a mais por pessoa do que sua contraparte. Além disso, tinham o aperto de mão mais forte e capacidade respiratória maior. Ou seja, falar algumas línguas é mais saudável do que outras!
E mais: a diferença não está relacionada à cultura. Keith Chen procurou eliminar distorções culturais através da comparação entre pessoas da mesma religião, nação, gênero, renda e educação.
Se você acha isso sensacional, não deixe de ver a palestra completa do Keith Chenaquiou abaixo: